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Como curar dor de amor?

como curar dor de amor

Levou um fora? Foi trocado? Disse a você que não estava pronto para assumir compromisso, mas está namorando outra pessoa? Quem você quer apenas te ignora? Ou o fulano simplesmente desapareceu? Sim, tudo isso rende uma baita dor de amor, daquelas que a gente não sabe pra onde correr, o que fazer ou o que tomar pra parar de doer…

E não costuma ser dorzinha pouca, não. Quase sempre é mais dilacerante que dor de dente. E pode ser ainda pior que somada a uma dor de ouvido. Tem quem diga que supera dor de pedra nos rins. Ou seja, “dói pra diabo”, como diria minha avó! E realmente não existe analgésico ou cura em forma de comprimido ou gotinhas pra ajudar no processo.

E quer saber? Há uma grande vantagem nisso! Sei que, para quem está vivendo esse momento, pode parecer completamente sem sentido pensar que essa dor tem algo de bom. Mas tem! A dor de amor é sempre repleta de oportunidades de aprendizados que, provavelmente, seriam impossíveis sem ela.

Não! Não estou dizendo que nada podemos aprender sem sofrer, mas posso garantir que, se você está sofrendo e doendo é porque não conseguiu aprender antes de a situação se tornar tão gritante e insustentável a ponto de a dor se tornar inevitável. Ou seja, se está doendo, é porque a vida mandou sinais antes, mas você não ouviu. E quando a gente não ouve, a vida grita!

Enfim, a grande questão, portanto, é transformar essa dor em algo de muito bom, de muito proveitoso. Como já disse no meu livro “Faça o amor valer a pena”, todo mundo sofre. A diferença entre gente pequena e gente grande no amor é que gente pequena sofre se afundando e se destruindo, enquanto que gente grande sofre amadurecendo, aprendendo e descobrindo o melhor que existe dentro de si.

Vamos, então, aos possíveis aprendizados. O primeiro passo é admitir que você tem, sim, alguma coisa a ver com essa dor. De algum modo você participou do processo até ela surgir. Não se trata de se condenar ou se criticar de modo inútil e ineficiente. Trata-se de ganhar consciência e assumir as consequências de suas escolhas e ações. Trata-se, sobretudo, de tomar as rédeas de sua própria vida e saber que você pode fazer diferente. Pode fazer melhor do que tem feito.

Agora, saindo do lugar de vítima da situação, você pode ocupar o lugar de dono de sua história e olhar pra essa dor como mestra. A melhor maneira de compreender as lições da dor é se fazendo perguntas e mergulhando profundamente na busca das suas respostas. Não as respostas da sua melhor amiga, nem dos seus pais, nem da sociedade ou de quem quer que lhe pareça mais “sábio” que você. Estou falando das suas respostas.

De que maneira você atraiu essa situação? Em que momento você percebeu que poderia ter algo errado, mas preferiu continuar exatamente como estava? Talvez você tenha sentido medo de mudar ou de abrir mão de algo que lhe rendia algum tipo de ganho nisso tudo. Que medo foi esse? O que você não queria perder se tivesse agido de modo diferente? O que essa dor revela a seu respeito? Quem você culpa? Como você lida com ela?

E depois de conseguir, mesmo doendo, elaborar essas respostas, seja escrevendo ou refletindo sobre elas, talvez você já possa começar a vislumbrar o que dá para fazer a partir de agora. Qual pode ser a sua nova postura diante do amor, da vida e do outro? E diante de si mesmo? De que forma você pode agir para se tornar uma pessoa mais coerente com suas verdades e seus desejos? Quais escolhas e ações pode começar a fazer para se sentir, definitivamente, respeitando-se mais e admirando-se como a pessoa mais importante da sua vida?

Talvez a dor não pare imediatamente. Mas esteja certo de que, ao se permitir aprender, torna-se impossível sair dela do mesmo jeito que entrou. E ao enxergar, finalmente, a luz no fim do túnel escuro e frio no qual está agora, você terá descoberto que pode, sim, ser muito mais feliz do que antes. E que embora a dor seja inevitável, ela sempre tem cura. E que o amor sempre, sempre vale a pena, especialmente quando você não tem medo dele.

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  • Rosana Braga

    Psicóloga, Escritora, Jornalista e Palestrante. Pós graduada em Educação Sexual. Autora dos livros 'Quem Ama, Mostra', 'Faça o Amor Valer a Pena' e 'O Poder da Gentileza'.

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