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Você tem a Síndrome do Jiló?

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Não sei você, mas eu não gosto muito de jiló. E esse é o motivo de eu ter nomeado um comportamento um tanto estranho com esse nome. Na verdade, o que estou chamando de ‘síndrome do jiló’ é um comportamento desalinhado que determinadas pessoas insistem em ter e… sofrer depois.

Mais ou menos assim: a pessoa conhece alguém. Rapidamente, fica empolgada. Depois do primeiro encontro ou da primeira conversa, passa a se comportar como uma típica apaixonada. Espera ansiosamente a ligação do dito cujo, fica triste se ele não manda mensagem e começa a sentir medo de perder.

Aí é que está a questão! Medo de perder o que??? Mal se conheceram e se, por um instante, a pessoa parasse pra analisar cuidadosamente os acontecimentos, logo admitiria que – na verdade – aquele alguém nem é tudo isso que ela desenhou.

Ou melhor, a pessoa nem gostou taaaanto assim do jeito do fulano. O beijo foi bem mais ou menos. No fundo, nem achou bonito e interessante, mas… o problema é que a pessoa está carente demais e termina se comportando com a tal síndrome do jiló.

Explico: imagine que você está morrendo de fome. Procura o que comer, mas não encontra. O tempo vai passando e sua fome vai aumentando. Até que, de repente, alguém te oferece um prato de jiló. Você não gosta, mas a fome é tanta que você come como se fosse lasanha (supondo que esse fosse seu prato preferido). Não se cansa de dizer o quanto está gostoso, lambe os beiços e até repete, se for possível.

O problema não é comer jiló para, ao menos, matar a fome. O problema é a incoerência dos fatos, a inverdade do contexto, a armadilha criada contra si mesmo. Se você come jiló consciente de que está comendo jiló, tudo bem. Mas se você come jiló como se fosse lasanha, na falta do jiló vai sofrer como se faltasse a lasanha, mesmo que a fome já tenha passado.

O que quero dizer é que se você aceita ficar com alguém, mesmo sabendo que esse alguém não é exatamente com quem você quer namorar ou se comprometer, mas só pra não ficar sozinho ou porque está carente e sabe disso, é bem provável que se esse alguém sumir, você não vá sofrer, já que sabe que a companhia era meramente paliativa.

Mas se você vive fantasiando os encontros, idealizando as pessoas e se contando histórias que não existem, então vai sofrer sempre. Seja pelo que realmente tem importância, seja pelo que não faria a menor diferença.

O ideal é que você se conheça. Que aprenda a reconhecer seus sentimentos e seus desejos. Que saiba diferenciar carência de amor. Que saiba identificar quando é ‘passa-tempo’ e quando é interesse autêntico. Que tenha condições de sofrer de modo proporcional ao quanto seu coração está envolvido.

Porque quando você se mantém em sintonia com a sua verdade, fica muito mais fácil lidar com sua carência, fazer escolhas mais acertadas e parar de sofrer desnecessariamente e com o que nem vale a pena. Assim, vai ter atitudes e comportamentos bem mais interessantes, abrindo espaço para que seu prato preferido lhe seja servido. E daí sim, fará sentido lamber os beiços e repetir a dose.

 

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  • Rosana Braga

    Psicóloga, Escritora, Jornalista e Palestrante. Pós graduada em Educação Sexual. Autora dos livros 'Quem Ama, Mostra', 'Faça o Amor Valer a Pena' e 'O Poder da Gentileza'.

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